Confissões de uma instrutora de Yoga
Queridos e amados leitores,
Como muitos de vocês sabem, há 6 anos tenho me dedicado exclusivamente ao Yoga, estudos e práticas específicas, bem como estudos de filosofias e técnicas complementares.
Sou praticante a 11 anos e meu primeiro contato com este tipo filosofia oriental se deu na adolescência quando quase me tornei "hare krsna". Nesta época houve algumas turbulências e resolvi me formar em administração de empresas. Deixei de lado a espiritualidade e me preocupei com a profissão.
Antes de ingressar no Yoga, trabalhei um tempo com Administração de Empresas e permaneci um tempo na área financeira. A falácia não durou muito e num determinado momento sofri um colapso. Repensei sobre o estilo de vida, traços de personalidade, objetivos, comportamento, espiritualidade e etc.
Na época, a sensação era que eu tinha um vulcão em erupção dentro de mim que sempre existiu, porém, jamais quis enxergá-lo. A erupção se deu pelo fim de um casamento, mudanças de emprego, doenças psicossomáticas e uma série de outros dilemas.
Resolvi transformar meu pequeno Ser e acreditei que isto se daria através do Yoga. Pensava que seria uma das formas de resgatar meu equilíbrio e encontrar meu norte. Acredito que tomei a decisão mais assertiva apesar de que na época estava em colapso. O sucesso da minha transformação me impulsionou a trabalhar com Yoga e ajudar as outras pessoas.
Hoje tenho pensado. Quem é que ajuda quem? Ajuda ou suporte?
Enfim, trabalhar com que gosto me fez criar grandes castelos e o mais doloroso foi vê-los desmoronar tristemente. Vou explicar o porque. Toda profissão tem pontos que causam sabores e dissabores, no meio "yoguico" não é diferente. Há vaidade, prepotência, competição, além de muitas outras características comuns em todas as áreas que há "humanos".
Há profissionais de Yoga que fazem discursos lindíssimos, diria até mesmo fantásticos sobre a filosofia, porém, é incoerente com as ações e com que realmente pensa. Obviamente que como humana não sou muito diferente e o que tenho feito para sanar isto comentei em uma outra postagem recentemente. Manter equilíbrio no que falo, penso e faço. Dá-lhe auto estudo, dá-lhe meditação.
Outro ponto a confessar é que sou tendenciosa a criar muitas expectativas sobre tudo, pessoas, situações e coisas. Obviamente que isto me faz sofrer demais com as desilusões. Além de criar expectativas demais, tenho outras características a administrar no meu Ser, e, todas estas características me acompanham independente da profissão ou atividade que eu exerça.
Mas aonde quero chegar com tudo isto?
Que todo instrutor de Yoga também é humano, tem contas a pagar, problema na família, problemas financeiros; sofre no trânsito, sofre de desânimo e outras cositas mais comum a qualquer vivente.
Este ano em especial minha vida está mais turbulenta do que o normal. Como muitos reclamões de 2012 ando meio cansada e "sacuda" de muitas coisas. Talvez tenha chegado novamente num ponto onde as próprias circunstâncias me fazem repensar mais seriamente sobre a vida. Um novo colapso? Talvez.
Enfim, por mais que eu tenha estudado muitas técnicas e consiga identificar muitas coisas em outras pessoas, não significa que sou curandeira, psicóloga, psiquiatra, terapeuta ou coisa que o valha. A prática de Yoga na real começa fora do tapete e longe do instrutor. Claro, trabalhar o corpo é funcional e ajuda muito a desbloquear tensões na mente, porém, é no dia a dia que medimos a habilidade de se relacionar, gerenciar características pessoais, a auto disciplina, a capacidade de estudar a si mesmo e etc.
O ponto é que o instrutor de Yoga não é a caixinha de soluções de ninguém, o próprio instrutor tem muito o que resolver e ajudar a si mesmo. O instrutor até pode ser hábil em identificar algumas necessidades nos praticantes, isto faz parte da profissão, porém, não isenta a responsabilidade que cada individuo tem sobre si mesmo.
Apanhando geral é que eu e muitos outros instrutores estão fazendo com que o outro (praticante) enxergue a responsabilidade que ele tem sobre si e o meio em que vive. A aula é só uma pílula para acalmar-se e encontrar naturalmente a forma de tomar consciência disto. As grandes pistas estão naquelas frases soltas que surgem durante a aula.
Vale lembrar outra frase de algum texto hindu:
Não pode um cego conduzir o outro.
Como muitos de vocês sabem, há 6 anos tenho me dedicado exclusivamente ao Yoga, estudos e práticas específicas, bem como estudos de filosofias e técnicas complementares.
Sou praticante a 11 anos e meu primeiro contato com este tipo filosofia oriental se deu na adolescência quando quase me tornei "hare krsna". Nesta época houve algumas turbulências e resolvi me formar em administração de empresas. Deixei de lado a espiritualidade e me preocupei com a profissão.
Antes de ingressar no Yoga, trabalhei um tempo com Administração de Empresas e permaneci um tempo na área financeira. A falácia não durou muito e num determinado momento sofri um colapso. Repensei sobre o estilo de vida, traços de personalidade, objetivos, comportamento, espiritualidade e etc.
Na época, a sensação era que eu tinha um vulcão em erupção dentro de mim que sempre existiu, porém, jamais quis enxergá-lo. A erupção se deu pelo fim de um casamento, mudanças de emprego, doenças psicossomáticas e uma série de outros dilemas.
Resolvi transformar meu pequeno Ser e acreditei que isto se daria através do Yoga. Pensava que seria uma das formas de resgatar meu equilíbrio e encontrar meu norte. Acredito que tomei a decisão mais assertiva apesar de que na época estava em colapso. O sucesso da minha transformação me impulsionou a trabalhar com Yoga e ajudar as outras pessoas.
Hoje tenho pensado. Quem é que ajuda quem? Ajuda ou suporte?
Enfim, trabalhar com que gosto me fez criar grandes castelos e o mais doloroso foi vê-los desmoronar tristemente. Vou explicar o porque. Toda profissão tem pontos que causam sabores e dissabores, no meio "yoguico" não é diferente. Há vaidade, prepotência, competição, além de muitas outras características comuns em todas as áreas que há "humanos".
Há profissionais de Yoga que fazem discursos lindíssimos, diria até mesmo fantásticos sobre a filosofia, porém, é incoerente com as ações e com que realmente pensa. Obviamente que como humana não sou muito diferente e o que tenho feito para sanar isto comentei em uma outra postagem recentemente. Manter equilíbrio no que falo, penso e faço. Dá-lhe auto estudo, dá-lhe meditação.
Outro ponto a confessar é que sou tendenciosa a criar muitas expectativas sobre tudo, pessoas, situações e coisas. Obviamente que isto me faz sofrer demais com as desilusões. Além de criar expectativas demais, tenho outras características a administrar no meu Ser, e, todas estas características me acompanham independente da profissão ou atividade que eu exerça.
Mas aonde quero chegar com tudo isto?
Que todo instrutor de Yoga também é humano, tem contas a pagar, problema na família, problemas financeiros; sofre no trânsito, sofre de desânimo e outras cositas mais comum a qualquer vivente.
Este ano em especial minha vida está mais turbulenta do que o normal. Como muitos reclamões de 2012 ando meio cansada e "sacuda" de muitas coisas. Talvez tenha chegado novamente num ponto onde as próprias circunstâncias me fazem repensar mais seriamente sobre a vida. Um novo colapso? Talvez.
Enfim, por mais que eu tenha estudado muitas técnicas e consiga identificar muitas coisas em outras pessoas, não significa que sou curandeira, psicóloga, psiquiatra, terapeuta ou coisa que o valha. A prática de Yoga na real começa fora do tapete e longe do instrutor. Claro, trabalhar o corpo é funcional e ajuda muito a desbloquear tensões na mente, porém, é no dia a dia que medimos a habilidade de se relacionar, gerenciar características pessoais, a auto disciplina, a capacidade de estudar a si mesmo e etc.
O ponto é que o instrutor de Yoga não é a caixinha de soluções de ninguém, o próprio instrutor tem muito o que resolver e ajudar a si mesmo. O instrutor até pode ser hábil em identificar algumas necessidades nos praticantes, isto faz parte da profissão, porém, não isenta a responsabilidade que cada individuo tem sobre si mesmo.
Apanhando geral é que eu e muitos outros instrutores estão fazendo com que o outro (praticante) enxergue a responsabilidade que ele tem sobre si e o meio em que vive. A aula é só uma pílula para acalmar-se e encontrar naturalmente a forma de tomar consciência disto. As grandes pistas estão naquelas frases soltas que surgem durante a aula.
Vale lembrar outra frase de algum texto hindu:
Não pode um cego conduzir o outro.

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